Como participar da história do Rock Gaúcho

Uma causa que precisa sobreviver a todos nós

Meu nome é Reinaldo Portanova Filho, mas o que importa aqui não sou eu – é o que carregamos juntos há mais de uma década.

O Relicário do Rock Gaúcho nunca foi sobre uma pessoa. Nasceu do afeto por uma cena musical que moldou gerações e continua vivo porque colecionadores, pesquisadores e fãs confiam que essa memória merece existir para sempre. Só que uma pessoa física, sozinha, não pode garantir que esse acervo resista ao tempo, mesmo com auxilio dos outros admins – que exercem outrs atividades, familia, etc.

Nós, humanos, temos prazo de validade. E cada dia que passa sem os recursos certos é um dia em que fitas se desfazem, gravações se perdem e histórias se calam antes de serem contadas.

Este é o momento em que você deixa de ser espectador e se torna parte da estrutura. A contribuição mensal que pedimos não é para sustentar ninguém, é para erguer um portal público, com CNPJ, capacitado para disputar editais e, no futuro, completamente financiado pela cultura, como deve ser.

Sua ajuda agora é a faísca inicial: ela mantém o servidor no ar, acelera a digitalização dos materiais em estado bruto e nos dá condições de existir como pessoa jurídica, abertos a fomentos e parcerias que tornarão o Relicário um acervo cultural de todos, ao alcance de todos.

E não, isso não significa que vamos parar de produzir os discos exclusivos ou de nutrir o clube com réplicas, bootlegs e raridades. Pelo contrário: queremos multiplicar o acesso, para que qualquer pessoa, em qualquer lugar, possa mergulhar no rock gaúcho sem filtros. A diferença é que, com uma base sólida, deixaremos de depender da sorte e passaremos a planejar exposições, eventos com bandas, ações educativas e tudo aquilo que um acervo vivo merece.

Você pode confiar em nós. Desde 2013, administramos o Relicário com o mesmo afeto do primeiro dia. Cada artigo, cada fita digitalizada, cada resposta a um pesquisador foi feita com respeito absoluto aos fãs, ao acervo e à história. Esse cuidado não muda, só se fortalece. Ao se tornar colaborador, você não está apostando em um sonho individual; está depositando sua confiança em um grupo de pessoas que já provaram, com mais de uma década de trabalho sério e transparente, que essa memória está em boas mãos. Ademais, sou uma pessoa de fácil localização no mapa e na internet.

Relicário do Rock Gaúcho: um portal para a memória, um convite para o futuro

Em 1995, no estúdio da Pop Rock, convidei o Frank Jorge e a Graforréia Xilarmônica para tocarem no programa Estúdio B. No meio da conversa, o Frank soltou: “Portanova… é uma porta que se abre para o novo rock gaúcho”. Aquilo me pegou desprevenido. Fiquei sem reação na hora, mas a frase nunca mais saiu da minha cabeça. Anos depois, ela se tornou uma das razões mais profundas para eu criar um site dedicado inteiramente à história e à evolução do rock gaúcho. O Relicário, que nasceu em 2013, é essa porta. Uma porta que se abre para a memória de uma cena musical que moldou gerações, do centro de Porto Alegre ao interior do estado. E agora essa porta precisa de muitos braços para continuar aberta.

O Relicário é muito mais do que um site. É um centro vivo de documentação. Nele estão discografias completas, entrevistas históricas, fanzines mimeografados, flyers de shows que nunca mais se repetiram, fitas demo que dormiam em gavetas. Tudo isso foi reunido, higienizado, digitalizado e disponibilizado gratuitamente ao longo de mais de uma década. A dedicação é diária: pesquisa, edição de imagens, catalogação, produção de dois a três posts por semana e a atualização constante das redes sociais. Pesquisadores, colecionadores e fãs encontraram ali um lugar seguro para consultar, descobrir e se emocionar. Mas a verdade é que o trabalho artesanal – feito com amor, mas com recursos limitados – já não basta. As fitas continuam se degradando. As gravações raras esperam por alguém que as tire do silêncio. E uma pessoa só, ou um pequeno grupo agindo na informalidade, não consegue garantir que essa história sobreviva ao tempo.

É por isso que estamos lançando esta campanha. Não se trata de um pedido de socorro momentâneo. Trata-se de um convite para fundar as bases de um patrimônio cultural. Queremos transformar o Relicário em um portal público, formalizado, com CNPJ, capaz de participar de editais, firmar parcerias, emitir notas fiscais e, principalmente, garantir que a memória do rock e do pop gaúcho seja preservada com profissionalismo e transparência. Um portal que sobreviva a nós e que se torne, ele mesmo, parte da história oficial do estado. Que daqui a cinquenta anos alguém possa acessar e encontrar ali o que hoje estamos salvando.

Para isso, estamos construindo o ‘Clube do Rock Gaúcho’ – uma comunidade de apoiadores que, com contribuições mensais, sustentam a manutenção do site, a digitalização do acervo e a produção de réplicas exclusivas de discos, fitas e outros materiais raros. Esses itens não são apenas brindes: são a materialização de um resgate. Cada disco lançado é uma obra que volta a circular, uma banda que volta a ser ouvida, uma cena que volta a ser contada. E o clube é o espaço onde os apoiadores acompanham de perto o trabalho, opinam sobre os próximos títulos e acessam conteúdo bruto que não está disponível nas redes sociais. Queremos que o colecionador de qualquer lugar do mundo possa conhecer o rock gaúcho em estado bruto, sem filtros e sem cortes.

Sabemos que o caminho é longo. Nossa meta é construir, ao longo de dois anos, uma base sólida de colaboradores assíduos – pessoas que acreditam na causa e querem ver o Relicário se tornar o que o Museu do Hip Hop se tornou em Porto Alegre: uma instituição reconhecida, que combina apoio comunitário com recursos públicos e segue ampliando seu alcance. O Museu do Hip Hop começou como nós estamos começando agora: com um coletivo de pessoas que entendiam que a história da sua música precisava ser salva antes que o tempo a apagasse. Começou com um MEI, com editais pequenos, com a boa vontade de fãs e artistas. Nós estamos trilhando esse mesmo caminho. Dois anos é o prazo que estimamos para ter o CNPJ ativo, as contas estabilizadas e a credibilidade necessária para pleitear fomento público. Mas, se a comunidade abraçar a ideia, tudo pode acontecer mais rápido.

Eu, Reinaldo Portanova Filho, e os administradores do Relicário não estamos pedindo que você invista em um sonho individual. Estamos pedindo que você faça parte da construção de um equipamento cultural que será de todos. O Relicário não é de uma pessoa. É de quem entende que a música que cresceu nos bares, nos festivais improvisados e nas garagens do Rio Grande do Sul merece um lugar digno na história. Você pode confiar em nós. Desde 2013, administramos cada artigo, cada fita digitalizada, cada resposta a um pesquisador com o mesmo afeto do primeiro dia. Esse cuidado não muda — só se fortalece. Ao se tornar colaborador ou patrocinador, você não está apostando em uma promessa vazia; está depositando sua confiança em um grupo de pessoas que já provaram, com mais de uma década de trabalho sério e transparente, que essa memória está em boas mãos.

Se você já se emocionou ao descobrir uma gravação perdida, se você já passou horas lendo uma entrevista antiga no nosso site, se você acredita que a cultura se faz com preservação e acesso, este convite é para você. Não importa se você pode contribuir com muito ou com pouco. O que importa é que você entenda que cada apoio é um elo em uma corrente que vai daquele cassete esquecido até as próximas gerações. Venha com a gente. Ajude a abrir essa porta – a porta que o Frank Jorge enxergou antes de mim. O rock gaúcho é uma história que ainda está sendo contada. E você pode ser parte dela.

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